Hoje, quando me encontro a poucos dias de completar um ano de participação no projeto de geração de renda éfeito de papel: pólos de produção artesanal na saúde mental do rio de janeiro, aproveito para fazer um balanço das atividades desenvolvidas, e vejo que cresci muito fazendo parte desse projeto tão relevante para a inserção dos pacientes de saúde mental na sociedade, e mais anda na sociedade economicamente ativa e produtiva.
Tal projeto, ao contrário do que vinha sendo proposto para os pacientes de saúde mental até os dias atuais, que era a atenção a doença, e o foco nas impossibilidades causadas pelas descompensações de ordem metal, foca-se no que esses indivíduos tem de potencial criativo, dando aos mesmos instrumentos e treinamento para que esse potencial se desenvolva, e mais que isso, os faça parte da sociedade de forma efetiva, não como pessoas as quais tenhamos que temer ou mantermos distância, mas como seres humanos que assim como os ditos normais, tem possibilidade de crescer e se desenvolver, se lhes forem dados instrumentos, treinamento e incentivo.
Nesta perspectiva, entendo que a minha participação no projeto, possibilitou o crescimento do projeto e dos seus participantes, assim como também fez com que muitas de minhas idéias contribuíssem para um significativo crescimento do mesmo, mas, mais do que isso, esse projeto possibilitou, para mim enquanto pessoa, e profissional em formação, um crescimento vultuoso, a partir do momento em que fui desafiada a tomar atitudes, contribuir com idéias, participar de novos círculos profissionais, receber e contribuir de forma significativa com os rumos tomados pelo projeto, repensar nas minhas atitudes enquanto ser social, e neste sentido, acredito ter recebido muito mais na convivência possibilitada pelo projeto, do que pude contribuir. Entretanto, tenho certeza que enquanto tiver em mim esse sentimento de ter recebido muito mais do que pude contribuir, conseguirei alimentar-me de idéias, e aceitar os desafios que virão, para fazer com que o projeto cresça cada vez mais, e alcance o seu objetivo, que é a formação de uma cooperativa de geração de renda.
Hoje, entendo, que os participantes dessa iniciativa, mais que um grupo, compõem uma família, que participa e vive as alegrias e as tristezas de fazer parte de um movimento inclusivo, e que por vezes é, ainda atualmente, preterido pela ignorância generalizada da sociedade em relação aos usuários dos serviços de saúde mental.
Emfim, temos consciência de que há muito a ser feito, e de que o trabalho ainda é longo e árduo, mas como uma família, permaneceremos unidos, até que os ventos mudem, e a inclusão social dese grupo se torne mais justa e livre das amarras do preconceito.
Amo vcs!!!!!
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