Hoje a tarde enquanto almoçava e via um jornal de TV, observei que o repórter noticiou a separação de um rapaz que é uma celebridade do futebol brasileiro. O repórter Ao se referenciar a separação do casal diz: Finalmente o jogador.... põe um fim em seu casamento, e é o mais novo "solteiro da praça".
Já partindo-se dessa apresentação da matéria, observei que a mesma foi noticiada com um certo ar de felicidade, como se a separação do casal fosse algo a ser comemorado, e que ele ter se separado fosse a melhor coisa do mundo....
Para piorar a situação, a matéria segue entrevistando-se pessoas na rua ( só mulheres!) perguntando o que as mesmas achavam da separação do tal jogador de futebol. Neste momento é que eu fico mais chocada, ao perceber que todas respondem a separação do casal de forma afirmativa, com exclamações do tipo: Quem perdeu foi ela (ex esposa) ou ainda, que bom, eu também estou solteira e vou me candidatar a casar com ele, entre outras respostas que em nada edificam a vida de uma pessoa, e que tornam a matéria em sí tendenciosa, a partir do momento em que só entrevista mulheres.
A partir dessa reportagem, corriqueira, mas que muito possibilita-nos e instiga-nos a pensar, conjecturei: Como as pessoas estão percebendo a destruição das famílias? Onde está o amor ao próximo? Como essas mulheres entrevistadas se sentiriam se fossem elas a estarem se separando? E se o casal tivesse filhos, alguém estaria pensando no como esses jovens entenderiam a separação de seus pais? A separação de um casal é algo a ser comemorado? Será que a humanidade está perdendo sua capacidade de discernir sobre o que é certo e errado? Será que o ser humano está fazendo o exercício de se por no lugar do outro, de forma a perceber que uma separação não é um bem em sí mesma, mas sim o início da destruição dos sentimentos e da auto estima dos indivíduos, como também da sociedade em geral? Pelo que venho observando acredito que estamos cada vez mais olhando para as nossas necessidades, para os nossos egoísmos, mesmo que para isso sejamos levados a aplaudir o sofrimento alheio... Estamos passando por um tempo onde "se dane o outro" desde que eu esteja me sentindo bem. Não me importa se o outro sofre, desde que eu não esteja sofrendo, estamos realmente vivendo, ou melhor sobrevivendo alheios ao bem estar comum... Desta forma na contramão do que é pregado no mundo, continuo cada vez mais acreditando no que a palavra de Deus quando nos diz: O amor se esfriará de muitos.
Talvez, ou melhor, se a humanidade retomasse a prática de ler e estudar a palavra, sem as amarras do preconceito, poderiam ao menos voltar a prática de um juízo de valores que se aproximasse mais do exercício de amor ao próximo, para que fosse possível manter uma sociedade que ao menos, não se regozijasse com a queda do seu semelhante.
Talvez, ou melhor, se a humanidade retomasse a prática de ler e estudar a palavra, sem as amarras do preconceito, poderiam ao menos voltar a prática de um juízo de valores que se aproximasse mais do exercício de amor ao próximo, para que fosse possível manter uma sociedade que ao menos, não se regozijasse com a queda do seu semelhante.
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